“O fim da arte e da educação é substituir a natureza e completar aquilo
que ela apenas começou” (Aristóteles)
Platão valorizava os métodos
de debate e conversação como formas de alcançar o conhecimento. Para Platão, os
alunos deveriam descobrir as coisas superando os problemas impostos pela vida.
A educação deveria funcionar como forma de desenvolver o homem moral. Deveria
dedicar esforços para o desenvolvimento intelectual e físico dos alunos. Aulas
de retórica, debates, educação musical, geometria, astronomia e educação
militar. Para os alunos de classes menos favorecidas, Platão dizia que deveriam
buscar em trabalho a partir dos 13 anos de idade. Afirmava também que a
educação da mulher deveria ser a mesma educação aplicada aos homens.
Na história das idéias,
Platão foi o primeiro pedagogo, não só por ter concebido um sistema educacional
para o seu tempo, mas, principalmente, por tê-lo integrado a uma dimensão ética
e política. O objetivo final da educação, para o filósofo, era a formação do
homem moral, vivendo em um Estado justo.
Platão era um opositor da
democracia - há estudiosos que o consideram um dos primeiros idealizadores do
totalitarismo. O filósofo via no sistema democrático que vigorava na Atenas de
seu tempo uma estrutura que concedia poder a pessoas despreparadas para
governar.
A formação dos cidadãos
começaria antes mesmo do nascimento, pelo planejamento eugênico da procriação.
As crianças deveriam ser tiradas dos pais e enviadas para o campo, uma vez que
Platão considerava corruptora a influência dos mais velhos.
Platão defendia a idéia de
que a alma precede o corpo e que, antes de encarnar, tem acesso ao
conhecimento. Dessa forma, todo aprendizado não passaria de um esforço de
reminiscência - um dos princípios centrais do pensamento do filósofo. Com base
nessa teoria, que não encontra eco na ciência contemporânea, Platão defendia
uma idéia que, paradoxalmente, sustenta grande parte da pedagogia atual: não é
possível ou desejável transmitir conhecimentos aos alunos, mas, antes, levá-los
a procurar respostas, eles mesmos, a suas inquietações.
Platão acreditava que, por
meio do conhecimento, seria possível controlar os instintos, a ganância e a
violência. O acesso aos valores da civilização, portanto, funcionaria como
antídoto para todo o mal cometido pelos seres humanos contra seus semelhantes.
Aristóteles não era como
Platão, um crítico da sociedade e da democracia de Atenas. Ao contrário,
considerava a família, como se constituía na época, o núcleo inicial da
organização das cidades e a primeira instância da educação das crianças.
Atribuía, no entanto, aos governantes e aos legisladores o dever de regular e
vigiar o funcionamento das famílias para garantir que as crianças crescessem
com saúde e obrigações cívicas. Por isso, o Estado deveria também ser o único
responsável pelo ensino. Na escola, o princípio do aprendizado seria a
imitação. Segundo ele, os bons hábitos se formavam nas crianças pelo exemplo
dos adultos. Quanto ao conteúdo dos estudos, Aristóteles via com desconfiança o
saber "útil", uma vez que cabia aos escravos exercer a maioria dos
ofícios, considerados indignos dos homens livres.
Referência
JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina &
FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação. 
Ainda podemos ressaltar que Platão procurava empregar a educação para a escolha de homens para os vários deveres de um grupo social. Em cada caso, porém, procurava selecioná-los em termos de sua capacidade, segundo era descoberta pelo próprio sistema educacional. É evidente que Platão considerava a educação uma questão de interesse estatal. E a educação segundo Aristóteles é superior às leis e o círculo da ciência do humano se "fecha" na educação. A educação deve ser pública e deve ser direcionada para a virtude. A virtude depende em boa parte da educação, da experiência e do tempo. Para Aristóteles, é praticando as virtudes que nos tornamos virtuoso.
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