sábado, 12 de maio de 2012

D25-5_AVA03 - Método “Pedagogizador” e a prática educacional voltada para intersubjetividade.

O Método pedagogizador ensina a repetir um tipo de conhecimento que não é compreensivo para as reais necessidades do aluno. Portanto, a educação tende consentir com uma sociedade mercadológica e tecnocrática. Seu suporte é a consideração de que há dois fatores estanques em todos os processos em que algum tipo de conhecimento seja requerido: um sujeito de conhecimento de um lado, e uma realidade a ser conhecida de outro.
O relacionamento entre indivíduos no ambiente localiza-se no campo da ação, ou na liberdade de ação, o que implica a negociação com o outro. Este Método também é conhecido como “modelo educacional”. Educar é produzir sujeitos capazes de linguagem e de ação, calcadas em razões e argumentações justificadas, legítimas, exigências fundamentais para atender às demandas sociais, culturais, econômicas e éticas da modernidade.
A educação deve contribuir significativamente com o processo de desenvolvimento do aluno a partir da interpretação e análise crítica dos fenômenos culturais do seu cotidiano, levando-os ao exercício de uma prática de saber construtivo à sua vida.
A intersubjetividade é a relação entre sujeito e sujeito e/ou sujeito e objeto. Portanto, compreender os processos nos quais se dão essas relações, compreenderem a si mesmo como ponte de partida para a compreensão do outro, significa uma tarefa importante para o professor, uma vez que este está em contato com diferentes indivíduos. A educação deve contribuir significativamente como o processo de desenvolvimento do aluno a partir da interpretação e análise crítica dos fenômenos culturais à sua vida.
A prática da intersubjetividade no campo da educação supera o modelo “pedagogizador”, pois a educação conduzida pela intersubjetividade tem em vista a valorização social, política, econômica e ética. Portanto, a exercício da intersubjetividade na educação produz indivíduos mais livres, autônomos, capazes de avaliar seus atos à luz dos conhecimentos, à luz das normas sociais legítimas, tendo propósitos lúcidos e sinceros, abertos à crítica.

Referências:
Material Didático Filosofia da Educação (JARDIM, BORGES & FREITAS at al, 2011)
JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.

Um comentário:

  1. Educar é produzir sujeitos capazes de linguagem e de ação, calcadas em razões e argumentações justificadas, legítimas, exigências fundamentais para atender às demandas sociais, culturais, econômicas e éticas da modernidade.
    Esse modelo tem sido um dos maiores desafios contemporâneos e seus críticos buscam superá-lo. Seu suporte é a consideração de que há dois fatores estanques em todos os processos em que algum tipo de conhecimento seja requerido: um sujeito de conhecimento de um lado, e uma realidade a ser conhecida de outro.

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